em primeira pessoa

SERGIO VILAS-BOAS EM PRIMEIRA PESSOA

Todo texto autobiográfico de uma pessoa viva estará sempre em construção, mas aqui nesta página você vai encontrar algumas informações essenciais a meu respeito. Então vamos ao “Sergio Vilas-Boas em primeira pessoa”, começando do começo, só para facilitar.

Nasci em Lavras (MG), em novembro de 1965, mas aos dois meses de idade me mudei com a minha família para Belo Horizonte, onde vivi por 30 anos. Em BH, me formei em Jornalismo (1993) e trabalhei no “Diário do Comércio”. Sou jornalista, escritor e tradutor.

Sergio Vilas-Boas em primeira pessoa
Foto: Patrícia Braga

Morei em Nova York (1993-94) e em São Paulo (1998-2016). Em São Paulo, fui editor e repórter especial do suplemento cultural “Fim de Semana” da “Gazeta Mercantil”.

PROFESSOR

Paralelamente ao trabalho na “Gazeta”, defendi meu mestrado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Em seguida, já fora da “Gazeta”, completei doutorado, também na  ECA/USP. Minhas pesquisas de pós-graduação sobre Narrações Biográficas resultaram em três livros referenciais no Brasil:

Minhas pesquisas de pós-graduação sobre Narrações Biográficas resultaram em três livros referenciais no Brasil.

  1. Perfis: o Mundo dos Outros” (Manole, 2014, 3ª edição). Coletânea de 22 reportagens biográficas e um ensaio intitulado “A arte do perfil“. Formato e-book também disponível.
  2. Biografias & Biógrafos” (Summus, 2002). Discute temas centrais da atividade biográfica do século 20;
  3. Biografismo: Reflexões Sobre As Escritas da Vida” (Editora Unesp, 2014, 2ª edição). Filosofias sobre a mentalidade dos biógrafos contemporâneos.

Ajudei a criar a Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), ONG da qual fui diretor e professor de pós-graduação de 2005 a 2011. Entre 2011 e 2015, ensinei Reportagem na Faculdade Cásper Líbero (graduação e pós), em São Paulo.

ALÉM DO JORNALISMO

Publiquei dois romances:

  1. A Superfície Sobre Nós” (Editora Amarilys, 2015, somente em formato e-book). Conta como a visão de mundo do jovem Hugo foi alterada pelo modo de viver e de pensar do antropólogo Jaime.
  2. Os Estrangeiros do Trem N” (1997). Este livro, que venceu o Prêmio Jabuti 1998, conta a história de imigrantes brasileiros clandestinos em Nova York.

Desenvolvo narrativas biográficas para empresas, famílias e pessoas interessadas em resgatar suas memórias. Nessa linha de trabalho publiquei livros como autor (com meu nome na capa das obras) e como ghostwriter. Dois exemplos de obras biográficas de minha autoria:

Outro trabalho que desenvolvo é a consultoria em storytelling. Ajudo escritores e roteiristas a alcançarem seus objetivos.

  1. Doutor Desafio” (Manole, 2011). Sobre o empresário Luiz A. Garcia, do Grupo Algar, do setor de telecom e agronegócio;
  2. Ivens Dias Branco: Simples, Criativo, Prático” (Manole, 2016, 2ª edição, versão também em inglês). Sobre o presidente da M.Dias Branco S/A, gigante do setor de alimentos. 

Outra atividade profissional minha é a consultoria em storytelling. Ajudo escritores e roteiristas a alcançarem seus objetivos, sejam quais forem (incluindo aí o objetivo de escrever pelo simples prazer de escrever): da ideia à versão final de seus textos – curtos ou longos; de ficção ou de não ficção.

RepensandoAtitudes.com.br
Sergio Vilas-Boas em primeira pessoa

ECLETISMO

Quanto aos meus interesses, gosto de ler. Leio de tudo: jornais, revistas, sites, mas acima de tudo livros e e-books. Lembro-me bem do primeiro livro que me impressionou: “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez. Eu tinha apenas 17 anos (completo 55 anos em 2020).

Além de Márquez, li tudo ou quase tudo de Philip Roth, Paul Auster, Italo Calvino, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Sérgio Sant’Anna. Não posso deixar de citar também Jonathan Franzen, Joan Didion, Gay Talese, Truman Capote, Oriana Fallaci e Paul Theroux, entre tantos outros autores e autoras que admiro.

Desde o início dos anos 2000, as séries de TV de alta qualidade têm me atraído muito.

Assisti a centenas e centenas de filmes. O que seria de mim sem Woody Allen, Martin Scorsese, Federico Fellini, Billy Wilder, Alfred Hitchcock. Francis Ford Copolla? E Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, David Lynch, Stanley Kubrick… Ettore Scola, Ridley Scott, Clint Eastwood, Ang Lee, Bernardo Bertolucci, Françoise Truffaut…

Desde o início dos anos 2000, tenho sido muito atraído por séries de TV de alta qualidade, como “Homeland”, “Better Call Saul”, “Black Mirror”, “House of Cards”…. “Big Little Lies”, “True Detective”, “Fargo”, “Doctor Foster”, “Modern Love”, “Rectify”….  “River”, “The Affair”, “Top of the Lake, “When They See Us”… Acompanho séries de TV continuamente (quase que diariamente, diria).

Sergio Vilas-Boas em primeira pessoa
No teco-teco com o poeta Manoel de Barros, sobrevando o Pantanal (abril de 2000)

MÚSICA

Porém, minha verdadeira paixão sempre foi a música – principalmente clássicos, jazz, soul, rhythm & blues, bossa nova e MPB. Isso, desde adolescente. Na lista dos melhores da MPB obviamente incluo Tom Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan, Leny Andrade, Nanna Caymmi, Gal Costa, Marisa Monte, entre tantos outros grandes nomes de ontem e de hoje.

Quando eu era bem jovem, me divertia tocando violão acústico com amigos. Fazíamos de nossos sábados e domingos verdadeiros ensaios gerais (risos) de MPB. Com tantas atividades e compromissos, acabei abandonando esse hobby. Fiquei sem tocar por 30 anos! Mas voltei a fazer isso recentemente, já na era pós-coronavírus.

Contudo, minha verdadeira paixão dentro das Artes sempre foi a música – principalmente jazz, soul, rhythm & blues, bossa nova e MPB.

Fui muito influenciado também por mestres jazzistas como Miles Davis, Charlie Parker, Bill Evans e Keith Jarrett. E Cole Porter, Johnny Mercer, George Gershwin, Irving Berlin e Rogers & Hart estão entre os meus letristas americanos favoritos. Mas não posso deixar de mencionar a importância que tiveram em minhas audições as vozes e arranjos das músicas de Marvin Gaye, Al Green, Bill Whiters, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Nina Simone, Sarah Vaughan, Frank Sinatra, Nat King Cole, Gregory Porter, Diana Krall, Dee Dee Bridgewater, Norah Jones e tantos outros grandes nomes.

AUTODEFINIÇÃO

Tocar violão é apenas uma das coisas que adoro fazer, no momento. Também curto caminhar imerso na natureza e andar de bicicleta. Desde 2016 moro em Florença, Itália. Tenho cidadania italiana por parte da família da minha mãe. Florença é plana e com muitas ciclovias. Melhor ainda é pedalar com um bom fone de ouvido para não faltar música de alto nível nos passeios.

Sou fã de psicologia. Leio muito sobre esse assunto, como diletante. Não por acaso, desde abril de 2018 venho escrevendo artigos e ensaios para um site que desenvolvi: “Repensando Atitudes” (veja foto acima), focado em reflexões sobre o que acreditamos que somos e o que podemos fazer para pensar com clareza e agir com confiança.

Se você me perguntasse como me defino, diria que sou um homem introspectivo, atencioso, leal e que adora estar com pessoas gentis e espirituosas. Apesar de ser discreto e reservado, fiz amigos em quase todos os lugares onde morei ou onde estive a trabalho. Sou casado com Patrícia Braga há 25 anos. Não tivemos filhos, por opção.

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