narratives

ALGUMAS NARRATIVaS escritas pelo Sergio Vilas-Boas

Adivinhe o que aconteceu conosco (fiction): antes de “fugir”, Diogo precisava de alguém para tomar conta dos seus gatos.

Artesão do consolo (nonfiction): um perfil de 2001 do escritor pernambucano Gilvan Lemos, morto em 1º de agosto de 2015.

Códigos de silêncio (fiction): o cotidiano dos dois podia ser resumido assim: “óculos enfiados em silêncios”.

O arquiteto de microscopias (nonfiction): um perfil de 2000 do poeta Manoel de Barros, morto em 13 de novembro de 2014.

Rota de colisão (fiction): o  raciocínio de Herman fora temporariamente amputado, e agora obedece ordens involuntárias.

Ubaldos brasilis (nonfiction): um perfil de 2000 do escritor João Ubaldo Ribeiro, morto em 18 de julho de 2014.

Saint Germain (fiction): havia em Trump um elemento fingidor realçando sua suposta atitude bravia, como um canastrão trocando de cena.

Caverna em Cartagena (nonfiction): um perfil de 2000 do escritor colombiano Gabriel García Márquez, morto em 17/04/2014.

Sonâmbulo duplicado (fiction): é cada vez mais intensa a luz que incide no ambiente do meu clone, que acaba de acender um cigarro.

Sobre meninos e camelos (nonfiction): em dezembro de 1977 ganhou de Natal uma bicicleta Monareta azul que mudou a relação dele com o mundo.

Diário do abandono (fiction): um cheiro insuportável contaminou nossas vidas. Delirante, fui perdendo o apetite, o olfato e o sono.

Os foguetes (nonfiction): “esses dois aqui é os homi da luz”, cada um diz ao apresentar Rubens e eu aos nativos. “A luz que eu, eu mandei trazê procês”.

O amor e a primeira morte (fiction): morreu em 1986 para que nascesse outro alguém; alguém nascido para descobrir para o que nasceu.

De moinhos e homens (nonfiction)perfil de Isaac Valério, que executa cálculos complexos de cabeça e, talvez por isso, consegue compreender as formas e os valores de tudo.

Eduardo e eu (fiction): o gol está escancarado. O ponta-esquerda e o lateral-direito correm para a bola molhada e pesadona como tigres famintos.

Astoria, Queens, 1994 (nonfiction): incursões sobre os meus treinos para a produção de “Os Estrangeiros do Trem N” em Nova York.

O escriturário (fiction): e o gerente deflagrou outras das suas blitze nas gavetas das mesas de seus subordinados.

Ovation sem ovação: de Confins para o Pizzarello, onde tocava um violão Ovation e cantava.

 Os foguetes (fiction)“Esses dois aqui é os homi da luz”, cada um diz ao apresentar Rubens e eu aos nativos. “A luz que eu, eu mandei trazê procês.”

Começando em um jornal (nonfiction): Belo Horizonte, redação do “Diário do Comércio”, 2º andar, 8h.

Na alfândega (fiction): além de uma caixa inútil,  ele tinha um cinturão de tecido fino recheado com duzentas notas de cem dólares.

As três marias (nonfiction): Maria Luiza hospeda, Maria da Conceição preserva e Maria do Amparo costura.

Oficina de cerâmica (nonfiction): muita gente, aqui, por falta de geladeira, precisa recorrer à solidariedade de amigos e vizinhos, senão o leite grátis azeda.

Jequitinhonha City: três figuras incríveis se mobilizam para resgatar em julho a festa popular do “Boi Janeiro”, que andava meio bovina.

Tambores sincréticos (nonfiction): cantos e contos cifrados são reveladores do sincretismo destes quilombolas de Jaboticatubas (MG).

O minério e a memória (nonfiction): se os desígnios de Deus e as ambições dos homens tivessem medida, este lugar seria outro daqueles sumidos do mapa.

Encarnação da resistência (nonfiction): o desfile de agosto em São Gonçalo do Rio Preto é uma encenação ressignificada do périplo dos ancestrais negros.

Tramoias de Dico e Lionel (nonfiction): tramar é a razão de ser destes dois senhores tão bem afinados quanto o canto dos pássaros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Why ask?