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comentários e opiniões sobre o trabalho de Sergio Vilas-Boas.

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Embora se trate de personagens cujas trajetórias de vida são tão diferentes entre si, todos aqui parecem ter algo em comum, irmanados que estão pela técnica incisiva e cortante por meio da qual Vilas-Boas concebe seus retratos. (…) Os textos primam pela concisão. Não aquela ligada à brevidade do vazio e da superficialidade tão em voga em tempos de abundância de informação e escassez de experiências narrativas. (…) Seus textos estão a serviço da investigação biográfica discreta, diligente, delicada, que não necessita mergulhar fundo nas misérias e grandezas do homem. Antes, tal investigação constitui um exercício de modalização subjetiva, voltado à observação sensível do efêmero, do banal, do acessório. Como se, por meio de tais elementos, pudéssemos privar um pouco da essencialidade dos seres biografados. (…) E no último texto do livro, o ensaio intitulado “A arte do perfil”, Vilas-Boas recupera a história do gênero que é considerado hoje em dia uma espécie de oásis de invenção e criatividade em meio à aridez da atividade jornalística produzida em escala industrial. (…) Sergio Vilas-Boas faz do interesse por 22 pessoas um belo e denso exercício de admiração – linguística, jornalística e humana – pelo outro, convertendo tais indivíduos em personagens cujas trajetórias tão diferentes das nossas estão plenas de significação muito próxima de nós. (Welington Andrade, crítico literário e professor de literatura na Faculdade Cásper Líbero, sobre o livro “Perfis: O Mundo dos Outros”)

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“O autor brinda seus leitores com 22 histórias a um só tempo iguais e diferentes. Diferentes porque cada ser humano tem seu próprio perfil, sua individualidade, história; e iguais pelo desejo maior que move o autor: a revelação de um conjunto de fatores que, somados, mostram seres humanos diferentes que frequentam como iguais o universo especial da fama e do sucesso, este sim, em maior ou menor grau. (…) Mas o livro de Sergio Vilas-Boas vai além do próprio conteúdo. Pode ser curtido também como se fosse um curso intensivo sobre ideias de bem escrever, de dominar o chamado Jornalismo Literário, especialmente o produto perfil.  (Luiz Recena, “Jornal da ANJ”, # 252, dezembro, 2014, p.22, sobre o livro “Perfis: O Mundo dos Outros”)

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Seu livro “Biografismo” é uma beleza de escrita, de montagem estrutural, com uma tremenda qualidade literária. Inteligentíssimo. Você não leu em vão todos aqueles autores norte-americanos, tirou dali o que há de melhor. Estou lendo com o maior fascínio. Pena que não fiz essa leitura antes de nossas palestras, pois teria tido a oportunidade de comentar sobre seu texto. É uma alegria descobrir um autor, cada vez mais rara. Você é um tremendo autor. Eu estava mesmo desconfiada, pela alta qualidade de sua fala. (Ana Miranda, autora dos romances “Boca do Inferno” e “Semíramis“, entre outros)

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O jornalista e pesquisador Sergio Vilas-Boas é, hoje, um dos mais respeitados especialistas do país no campo do jornalismo literário e biografias. Pertence ao núcleo pioneiro de profissionais que estimularam o debate, na academia, sobre o papel das narrativas de não-ficção no jornalismo contemporâneo. (Rodrigo Manzano, revista “Imprensa”, novembro de 2008, sobre o livro “Biografismo”.)

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Vilas-Boas pode ser considerado um dos maiores especialistas em narrativas biográficas na atualidade. Sua pena não escreve apenas a linguagem da ciência, mas também da arte. Além de teorizar sobre o assunto, ele tem larga produção na área. (Marcos Stefano, “Jornal da ABI”, julho de 2008, sobre o livro “Biografismo”.)

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Os autores que assinam as matérias reunidas neste livro colocam nos seus trabalhos algo mais: o seu estilo, o seu ângulo de observação e a marca de sua sensibilidade; a possibilidade de construir um microcosmo e uma atmosfera, e personagens que, tais como os de uma obra de ficção, passam a pertencer ao repertório afetivo do leitor. São personagens com os quais o leitor se identifica e dos quais não mais se esquece. (Carlos Ribeiro, jornal “Rascunho”, março de 2008, sobre o livro “Jornalistas Literários”.)

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Em apresentação brilhante, o organizador de “Formação & Informação Ambiental”, Sergio Vilas-Boas, chama a atenção para o fato de jornais e jornalistas contribuírem com a degradação ambiental, não apenas com a produção de lixo doméstico, mas muito mais com a não produção de matérias aprofundadas sobre o meio ambiente. E, de fato, ao longo dos capítulos, é evidente que o livro clama por mutações no jornalismo. (Maria das Graças Targino, revista “Comunicação & Sociedade”, setembro de 2004, sobre o livro “Formação & Informação Ambiental”.)

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Uma crítica à forma pela qual, em geral, a imprensa costuma analisar biografias. (Haroldo Ceravolo Sereza, “O Estado de S.Paulo”, 26/09/2002, sobre o livro “Biografias & Biógrafos”.)

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Texto de fácil leitura e grande interesse. (Maurício Stycer, “Carta Capital”, 18/09/2002, sobre o livro “Biografias & Biógrafos”.)

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Vilas-Boas coloca no centro das atenções uma figura até agora esquecida: o biógrafo. Porque, se o biografado deve ser a estrela da obra, o biógrafo é aquele que sabe fazê-la brilhar. (Renata de Albuquerque, Capitu.com.br, 01/01/2003, sobre o livro “Biografias & Biógrafos”.)

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O texto de Sergio Vilas-Boas é claro, didático e acessível a qualquer leitor médio. Nem por isso a obra perde sua consistência acadêmica, sendo uma lição de jornalismo para estudantes e pesquisadores da área de comunicação, salientando nuances interessantes e, em geral, pouco abordadas nos cursos universitários. (Samy Adghirin, “Correio Braziliense”, 22/02/2003, sobre o livro “Biografias & Biógrafos”.)

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O autor procurava as razões de [os seus personagens] continuarem por lá mesmo em face do gradual ruir do ideal sonhado. Tocou-as. De uma centena de casos extraiu um painel em cuja mobilidade é perceptível o seu próprio – e nada gideano – auto-retrato. (Adriana Méola, revista “República”, julho de 1998, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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A experiência dos imigrantes brasileiros em Nova York é significativa de todos os migrantes do sul do mundo. Todos deveriam saber que esse livro, de Sergio Vilas-Boas, existe. (Antonio Skármeta, revista “República”, julho de 1998, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Como jornalista, Sergio dá um banho de informações, e é extremamente correto na exposição de tudo o que aprendeu do assunto. (…) revela um mundo fantasioso e ilusório. Viver para o dólar é uma esperança furada. (Jefferson de Andrade, jornal “Estado de Minas”, 14/10/1997, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Não se pode negar o interesse sociológico desta obra inquietante. (Oscar D’Ambrósio, “Jornal da Tarde”, 6/12/1997, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Aí o paradoxo vivido pelos brasileiros: para ter aqui a promessa de uma conta bancária melhor, descem ao inferno do trabalho escravo, da exploração humilhante, da perda de identidade (mas que identidade o Brasil dá a seus filhos?), da desumanização. Essa aventura sombria é mostrada no livro com uma clareza solar, sem perder o prumo da escrita límpida. (Francisco de Morais Mendes, jornal “O Tempo”, 02/01/1998, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Livro curtido no suspense, na emoção e na informação, trinca de medidas certeiras para provocar um encontro literário entre os que ficaram no Brasil “pra ver como o que acontece” e os que se foram “antes do naufrágio”. (José Carlos Fernandes, jornal “Gazeta do Povo”, 26/01/1998, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Num relato ágil e romanceado, que prende a atenção desde a primeira nevasca até o suspense final, Sergio, na verdade, escreveu uma grande-reportagem. (Vera Schmitz, jornal “Estado de Minas”, coluna “Recomendamos”, 05/11/1997, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Vilas-Boas criou dois personagens que representam os imigrantes legais e ilegais da vida real. (“Jornal do Brasil”, caderno “Idéias”, coluna “Lançamentos”, 01/11/1997, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Com agilidade e maestria, o autor transita entre reportagem e romance, debruça-se sobre o caráter humano e, mais especificamente, sobre o choque cultural das pessoas que tentam resolver seus problemas pelo “distanciamento físico”, sem perceber que os problemas se resolvem com “atitudes”. (Mariza Figueira, jornal “A Gazeta”, 27/10/1997, sobre o livro “Os Estrangeiros do Trem N”.)

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Com a bagagem de quem experimenta com as palavras, como jornalista e escritor, Sergio Vilas-Boas notou a dificuldade das pessoas da área em sair do concreto, do imediato, das regras aprendidas na escola, desta forma padronizada e industrial que impera no jornalismo diário. (Clara Arreguy, jornal “Estado de Minas”, 20/08/1996, sobre o livro “O Estilo Magazine”.)

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No mínimo, o que se pode dizer do livro de SÉRGIO VILAS-BOAS é que ele é oportuno e curioso. Isso porque, até então, poucas são as publicações sobre o texto em revista, e, ainda hoje, nos cursos universitários de comunicação social, notadamente nos de jornalismo, o conteúdo e a forma da revista são relegados a um plano secundário ou, simplesmente, esquecidos. (Maria das Graças Targino, INTERCOM – Revista Brasileira de Comunicação, v. 19, n. 1, 1996, sobre o livro “O Estilo Magazine”.)

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